sexta-feira, 4 de junho de 2010

Linha de Passe (A brejeirice de quem não quer crescer)


Gosto de brincar com as palavras,
Desde pequeno é uma mania.
Desafiar as falas em uma lavra
Que faço com prazer e ousadia.

Gingo com o dizer em versos
E sou perverso no inverso do dizer
Sem temer todo e qualquer regresso
Que a vingança da palavra vai prover.

Chamo toda turma para travessura
Sou fugaz! Quanto mais, melhor!
Chamo o tempo e o sentimento com candura
E o barulho cada vez fica maior.

E brinco o tempo todo...
Brinco com o tempo todo...
Brinco todo tempo louco...
Tempo, tempo, tempo...louco...

Ainda chamo a imagem
Por vezes somos dupla contra os dois
Ela se prende à minha retina com coragem
Traduzimos o olhar do agora no depois

Quando o tempo vence é saudade
Se a palavra vence é dilema
Lembrança é na vitória da imagem
E a traquinagem do meu vencer é o poema.