quinta-feira, 11 de março de 2010

Meu Tempo

"Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas."

Willian Shakespare



Eu queria sentir o tempo passar
Mas não sinto
Queria que de alguma forma sentisse os anos minha pele rasgar
Ou as horas que aos poucos formam os dias começarem a me apertar
E estes que formam semanas e estas meses lentamente cicatrizes formar
Mas não sinto
Pode até acontecer com outros  
Mas não comigo
Por isso não sei se sou adulto ou criança, velho ou menino
E o tão falado juízo penso um dia encontrar me esperando em um lugar
Este certamente está repousando sereno ao lado da razão
Ao apanhar devo ter que deixar em tenro local meu coração
Serelepe e fagueiro apesar de pobre murcho e usado
Este sim... pelos anos dilacerado
 

2 comentários:

Flávio Morgado disse...

Essa eu não conhecia, gostei!
Fez um diálogo bacana com a canção.
Parabéns!

F.M.

carolpaysan disse...

Este amigo Flávio, saiu do forno ontem!!! Lindo não é?
Quando ouvi pela primeira vez, ainda sonolenta, achei lindo, doce e muito parecido com vc, Rodrigo. Deveríamos tomar de exemplo este poema pra nossas vidas...sentí-la sim, mas não sofre-la. Sermos ora crianças, ora adultos e nos confundir com essa mistura boa. Deixar que as marcas fiquem dentro do nosso coração e não em nossa pele. Um tanto difícil, mas sem dúvida, é a melhor receita para seguir em frente.

Parbéns amor, seu blog está cada vez mais lindo e adorável de ler.

Um grande beijo!!!!

Carol