segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

É tempo de mudar





É tempo de mudar

De respirar novos ares

De seguir os balões no ar

De nova esperança em suas frases



É tempo de virar a página desse caderno

E de reler O Pequeno Príncipe

De esquecer todos seus defeitos

Do adendo dentro da sua índole



É a Autobiografia da Fé

Da estrelinha dourada que morreu

Do soneto do amor vazio

Deixar para trás tudo que se fudeu



É o momento de ser espoleta

E viver sem a obrigação do obrigado

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três

E o instante será meu e de vocês



A vida é poema e não dilema

A vida é obscena e não problema

Aprenda que métrica é fundamental na geometria

E que ter sagacidade que é fundamental na poesia.


4 comentários:

Flávio Morgado disse...

Achei emblemática a última frase, poema muito elouquqente, quem o conhece sabe o que ele muito quer dizer, e ele diz tudo, isso não é nada fácil!
Parabéns, belo poema!

Claudio Renato disse...

Tempo de mudar, ou, pelo menos, fingir que se muda. Quisera ter ainda as ilusões sazonais, mas, mesmo quando elas se vão, restam caráter e perplexidade. Espanto. Amizade. Ternura. Uma boa prosa, meia dúzia de cervejas e um pratinho de tremoços.

Daniele Lima disse...

Lindo poema ")

Julia disse...

parabéns pelo i ano de blog!!! ´precisamos comemorar!!! hahahahah